Manifestações marcam o Dia da Mulher em Vitória.

Mulheres capixabas saem as ruas para comemorar o Dia Internacional da Mulher e protestar contra descasos do Governo do Estado.

Como nos anos anteriores, o oito de março, Dia da Internacional da Mulher, foi mais que uma data para comemorações, foi um momento de protestos e cobranças para a sociedade capixaba. Reunidas em uma marcha que partiu da Praça de Jucutuquara em direção ao Centro, mulheres e homens de diversos movimentos sociais e outras entidades uniram forças para celebrar e reivindicar políticas públicas, igualdade de direitos e respeito.Desde 1884 quando a americana Susan B. Antonhy solicitou uma emenda na Constituição americana que garantisse o voto feminino que a data é marcada por ações que buscam a igualdade entre os gêneros. À partir de 1911 o Dia Internacional da Mulher começou a ser comemorado nesta data e desde então tem sido referência mundial como um dia de protestos e conquistas. 

Mulheres Unidas: Em Vitória, reunidas pelo Fórum de Mulheres, representantes de várias entidades e movimentos sociais como a Casa da Mulher, a União Brasileira de Mulheres (UBM), o Movimento Sem Terra (MST), o Diretório Central dos Estudantes da Ufes (DCE),  sindicatos, o movimento  de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis (GLBT), comunidades indígenas e quilombolas entre outras levaram para rua cerca de mil pessoas para discutir não só a feminilidade mas também os rumos que o governo estadual dá ao Espírito Santo. Para Isaías Santana, Presidente Conselho Estadual de Direitos Humanos e do Fórum Estadual de Entidades Vivas “a marcha é um grande evento que reúne mulheres do campo e da cidade com alguns segmentos étnicos, uma área colaborativa para se tornar uma comemoração num ato de reivindicação onde se cobram políticas públicas e ação do governo estadual e federal”.Com uma pauta de reivindicações os manifestantes saíram por volta das 14:30h em caminhada pela Av. Vitória em direção à Praça Costa Pereira, no Centro da Cidade. De lá, foram ao encontro do Governador Paulo Hartung, no Palácio da Fonte Grande, sede do governo, com o objetivo de acampar no estacionamento do Palácio enquanto não houvesse uma audiência com o governo estadual. Por volta das 22:30h com uma negativa da segurança do prédio, que não permitiu o acampamento no estacionamento,  e sem conseguir agendar uma conversa com o governador, o movimento resolveu se abrigar em outros locais e retornar na manhã seguinte. Cerca de 60 policias fizeram a guarda do local impedindo a entrada de manifestantes no prédio. 

Terra e Liberdade: Com a forte presença do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e dos Grupos Indígenas do Norte do Estado, a marcha pedia por justiça no campo, pela reforma agrária e a demarcação das terras indígenas de Aracruz. Elzi Sanches do Setor de Frente de Massas do MST ressaltou que “somente a organização das mulheres, do povo, como no dia de hoje, é que se conseguirá nossos projetos adiante e alcançar nossos objetivos”. 

Repudio a Bush: A marcha também trazia mensagens de repudio a vinda do presidente norte americano ao Brasil. Diversas faixas, máscaras e caricaturas de G.W.Bush mostravam a insatisfação do movimento com a visita  do estadunidense. Um boneco confeccionado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE – Ufes)  foi queimado em meio a aplausos e palavras de ordem. 

Por Haroldo Lima

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